Cinema

(por Cadiani Garcez e Sylvia Madeira)

 

 

História do Cinema

A Origem

É muito antiga a preocupação da humanidade em registrar o movimento; as primeiras maneiras de relatar o dinamismo da vida humana foram o desenho e a pintura, produzindo narrativas através das figuras. Os precursores do cinema são o jogo de sombras, a câmera escura e a lanterna mágica.

Primeiros Aparelhos

  • Para captar e reproduzir a imagem do movimento, são construídos vários aparelhos baseados no fenômeno da persistência retiniana (fração de segundo em que a imagem permanece na retina), descoberto pelo inglês Peter Mark Roger, em 1826.
  •  A fotografia, desenvolvida simultaneamente por Louis-Jacques Daguerre e Joseph Nicéphore Niepce, e as pesquisas de captação e análise do movimento representam um avanço decisivo na direção do cinematógrafo.
  • Fenacistoscópio - Joseph-Antoine Plateau é o primeiro a medir o tempo da persistência retiniana. Para que uma série de imagens fixas dêem a ilusão de movimento, é necessário que se sucedam à razão de dez por segundo. Em 1832, Plateau inventa um aparelho formado por um disco com várias figuras desenhadas em posições diferentes. Ao girar o disco, elas adquirem movimento. A idéia era apresentar uma rápida sucessão de desenhos de diferentes estágios de uma ação, criando a ilusão de que um único desenho se movimentava.
  •  Praxinoscópio – Aparelho que projeta na tela imagens desenhadas sobre fitas transparentes, inventado pelo francês Émile Reynaud (1877). A multiplicação das figuras desenhadas e a adaptação de uma lanterna de projeção possibilitam a realização de truques que dão a ilusão de movimento.
  • Fuzil fotográfico – Em 1878, Étienne-Jules Marey : um tambor forrado por dentro com uma chapa fotográfica circular. Seus estudos se baseiam na experiência desenvolvida, em 1872, pelo inglês Edward Muybridge, que decompõe o movimento do galope de um cavalo. Muybridge instala 24 máquinas fotográficas em intervalos regulares ao longo de uma pista de corrida e liga a cada máquina fios que atravessam a pista. Com a passagem do cavalo, os fios são rompidos, desencadeando o disparo sucessivo dos obturadores, que produzem 24 poses consecutivas.
  • Cronofotografia – Pesquisas posteriores sobre o andar do homem ou o vôo dos pássaros levam Étienne-Jules Marey, em 1887, ao desenvolvimento da cronofotografia a fixação fotográfica de várias fases de um corpo em movimento, que é a própria base do cinema.
  •  Cinetoscópio – O norte-americano Thomas Alva Edison inventa o filme perfurado. E, em 1890, roda uma série de pequenos filmes em seu estúdio, o Black Maria, primeiro da história do cinema. Esses filmes não são projetados em uma tela, mas no interior de uma máquina, o cinetoscópio – também inventado por Edison um ano depois. Mas as imagens só podem ser vistas por um espectador de cada vez.
  • Cinematógrafo – A partir do aperfeiçoamento do cinetoscópio, os irmãos Auguste e Louis Lumière idealizam o cinematógrafo em 1895. O aparelho – uma espécie de ancestral da filmadora – é movido a manivela e utiliza negativos perfurados, substituindo a ação de várias máquinas fotográficas para registrar o movimento. O cinematógrafo torna possível, também, a projeção das imagens para o público. O nome do aparelho passou a identificar, em todas as línguas, a nova arte (ciné, cinema, kino etc.).

 

Irmãos Lumière

·         Auguste Lumière (1862-1954) e Louis Lumière (1864-1948) nascem em Besançon, na França.

·          Filhos de um fotógrafo e proprietário de indústria de filmes e papéis fotográficos, eram praticamente desconhecidos no campo das pesquisas fotográficas até 1890.

·         Após freqüentarem a escola técnica, realizam uma série de estudos sobre os processos fotográficos, na fábrica do pai, até chegarem ao cinematógrafo.

·         Louis Lumière é o primeiro cineasta realizador de documentários curtos. Seu irmão Auguste participa das primeiras descobertas, dedicando-se posteriormente à medicina.

·         No dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café, em Paris, os irmãos Auguste Marie Louis Nicholas Lumière e Louis Jean Lumière, realizam uma sessão com a exibição de 10 filmes.

·         Os filmes eram rudimentares, em geral documentários simples da vida cotidiana filmados ao ar livre. O cinema era mudo, o som só viria três décadas depois, no final dos anos 20.

 

Cinema no Mundo

 

·         Em 1896 o cinema se espalha no cenário mundial e projeções são feitas em vários países, utilizando equipamentos de Edison ou dos Lumière;

·         Londres, Bruxelas, Nova Iorque, Rio de Janeiro, Buenos Aires, México, Santiago do Chile, Montevidéu;

 

 Primeiros cineastas: Louis Lumière (cotidiano), Georges Méliès (“pai dos efeitos especiais”, o primeiro cineasta a usar desenhos de produção e storyboards para projetar suas cenas), Francis Pathé (produziu, na França, em 1900 a primeira versão da vida de Cristo);

 

Hollywood

  • Em 1909 aparecem os primeiros estúdios para a gravação de filmes;
  • No dia 11 de maio de 1927 é criado o Oscar, o primeiro prêmio  anual entregue aos melhores filmes pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas;
  • O Drama e a Paixão inspiraram inúmeros cineastas norte-americanos e, em 1914, os Estados Unidos estavam em segundo lugar no mercado de exportação de filmes;
  • Consequentemente isso causou uma difusão de salas de cinema por todo país.

 

 

Cinema e Som

  • Desde o início, inventores e produtores tentaram casar a imagem com um som sincronizado;
  • Mas nenhuma técnica deu certo até a década de 1920. Aproximadamente, durante 30 anos os filmes eram praticamente silenciosos sendo acompanhados muitas vezes de música ao vivo, outras vezes de efeitos especiais, narração e diálogos escritos entre as cenas;
  • Foi quando a Warner lançou O cantor de jazz, em 1927, o primeiro filme ‘falado’, com som sincronizado;
  • A partir daí vieram também novas técnicas que permitiram a dublagem de vozes em qualquer idioma;
  • Com a inclusão do áudio era preciso estabelecer um novo funcionamento para o cinema (16 fotogramas por segundo para 24) e novos enredos.Muitos filmes adotaram fórmulas vindas do rádio, como os musicais;
  • No fim da década de 1930 havia pouco em comum entre as características do rádio e os pródigos musicais coloridos realizados, como O mágico de Oz (1939) ou o épico E o vento levou, lançado no mesmo ano.

 

Cores

·         Em 1929, Warner Brothers anuncia o fim do filme em preto-e-branco;

·         Em 1935, Vaidade e Beleza, de Rouben Mamoulian, é o primeiro longa-metragem totalmente em cores;

·         Em 1937 , Branca de Neve e os Sete Anões, de Walt Disney, é o primeiro longa-metragem de animação.

 

A atualidade

 

Hoje as salas de cinema estão cada vez mais modernas. O som e imagem vem se aperfeiçoando com o passar do tempo. A tecnologia 3D é uma realidade, embora o valor da produção (e do ingresso, conseqüentemente) seja relativamente alto. Existem atualmente duas tecnologias que encantam mais o público, o IMAX e o IMAX 3D:

·         IMAX - É a mais moderna experiência cinematográfica do mundo . Com imagens mais claras e brilhantes e som surround, o espectador é envolvido pelo filme. A tela, com 14 m de altura e 21m de largura, equivale a um edifício de cinco andares e permite uma visão geral do filme, de qualquer lugar da platéia.

·         IMAX 3D - O IMAX 3D é uma projeção em 3D mais realista do que a comum, que coloca o espectador dentro do filme. A sensação de imersão é única no IMAX em função do tamanho, formato e posicionamento da tela, que criam a ilusão de que os limites da tela desapareceram. Assim, as imagens IMAX 3D parecem de um tamanho natural e mais perto do público, pulando da tela para o colo do espectador. Mas esta tecnologia apresenta um valor um pouco elevado, custa entre R$30,00 e R$35,00.

 

Merchandising

O verdadeiro merchandising é a forma de se fazer publicidade sem que o público perceba, e nasceu no cinema, nas produções de Hollywood da década de 40. Como não promovia um produto, mas sim uma categoria, foi mais difícil de ser identificado como tal, pois só recentemente se comprovou que muitas cenas de filmes onde personagens apareciam fumando não eram gratuitas. Seguindo a mesma linha, outros produtos também fizeram, durante anos, merchandising no cinema e, por terem sido bem-feitos, o público nunca chegou a perceber que se tratava de cenas inseridas no roteiro mediante verbas de publicidade, a não ser quando, devido à insistência do anunciante, lá pelo quarto ou quinto filme do 007 as pessoas começaram a reparar que havia algo a mais por trás das cenas em que James Bond sempre pedia um Dry Martini. Havia verba de merchandising, e, igualmente notam que se trata de cenas pagas pelas marcas, quando as situações forçadas são evidentes. Salvo um ou outro exagero - como nos três De volta para o futuro -, o cinema sempre teve o bom senso de não abusar do excesso de merchandising. Mais por uma questão contábil, do que por pudores: é que, proporcionalmente, o custo de uma cena de merchandising é muito alto em relação ao custo total do filme, e menos ainda em relação ao seu lucro estimado.

 

O cinema como veículo publicitário

Aspectos Gerais

  • É o meio menos utilizado pela propaganda;
  • Representa 0,4% do investimento da publicidade, algo em torno de 53 milhões de reais;
  • Os setores que mais investiram nesta mídia foram bebidas, peças e acessórios automobilísticos, veículos e produtos de beleza e higiene pessoal;
  • A propaganda no cinema foi regulamentada em 1966, a mensagem comercial foi limitada a 3 minutos por sessão, devendo ser exibida a meia-luz  (determinações pouco respeitadas).

 

Características

  • Trabalha os cinco sentidos, exerce maior persuasão e maior impacto;
  • O índice de distração é praticamente nulo, não existe zapping;
  • Alta qualidade do som e imagem e facilidade de alteração do anúncio até 2 horas antes da exibição;
  • Pode ser usado como mídia nacional, regional ou local;
  • Exige instrução e renda para ser consumido;
  • É percebido como meio que confere status e prestígio, por ser expressão artística e cultural.

 

O Público

De acordo com o IBOPE/TGI, os freqüentadores de cinemas têm entre 16 e 34 anos, pertencem e classe social A/B, e possuem alto poder aquisitivo. Em sua maioria são formadores e multiplicadores de opinião, pois são qualificados culturalmente e socialmente, se encontram concentrados e ansiosos, aguardando pelo início do filme, desta forma a retenção da mensagem é melhor e o índice de recall maior.

 

Vantagens

  • Alta concentração à mensagem: O escuro das salas de cinema e a expectativa pelo início do filme ajudam na concentração a atenção dos espectadores e a dirige exclusivamente aos comerciais sendo exibidos.
  • Combina características de outros meios, como a TV (imagem, som e movimentos), Rádio (imaginação), Mídia Impressa (leitura, intelecto), Mídia Exterior (impacto), Internet (concentração e foco);
  • Baixo investimento em custos absolutos;
  • O tamanho da tela causa alto impacto;
  • A alta qualidade do som eleva a percepção da mensagem publicitária;
  • Número limitado de comerciais, resultado em maior percepção individual;
  • O meio segmenta o público para atingir somente o target (sem dispersão);
  • Liberdade de criação de comerciais específicos para o meio;
  • Mídia complementar a outros meios: otimiza verbas e cobertura no target;
  • Ações integradas: Mídia em tela + Ações promocionais.

 

Desvantagens

  • Baixa cobertura e necessidade de um longo tempo para alcançar a cobertura máxima;
  • Dificuldade de controle e fiscalização da exibição de comerciais;
  • Audiência limitada;
  • Pouco público na maioria dos dias.

 

Maneiras de anunciar

      Mídia em tela

            Tudo fica maior na telona, inclusive os resultados. A base de veiculação no cinema é a cinesemana, que corresponde a 1 semana de veiculação do filme publicitário dentro de uma sala de cinema. A cinesemana começa na primeira sessão de sexta-feira e termina na última sessão de quinta-feira da semana seguinte. O que representa uma média de 35 inserções do comercial por cinesemana.

 

      Ação de sampling
Distribuição de brindes, amostras ou panfletos na saída das salas ou do complexo. A distribuição deve ser feita por promotoras (à cargo do cliente).

      Personalização de salas

            Trata-se de uma sala especial dentro do multiplex personalizada com a logomarca/produto do cliente. Materiais de divulgação: banners ao lado da sala, chão door na entrada da sala, testeira sobre a porta de entrada da sala, mídia em tela, etc.

      Display ou Quiosque promocional no hall
O hall do multiplex é um excelente lugar para ações de demonstração e exposição de produtos, já que por ele passam todas as pessoas que o freqüentam. Estas ações podem ser realizadas com a ajuda de displays, quiosques e promotoras visando uma maior interação e percepção da promoção.

      Degustação;

      Borrifação de produtos aromáticos;

      Totens;

      Posters;

      Banners; Painéis;

      Expositor de produtos;

      Back Lights;

      Sessões fechadas;

      Locação de salas para eventos;

      Painel Indoor.

 

 

Refêrencias:

VERONEZZI, José Carlos. Mídia de A a Z. São Paulo: Flight Editora, 2005.

TAHARA, Mizuro. Mídia. São Paulo: Global, 2004.

SAMPAIO, Rafael. Propaganda de A a Z. 3ª edição: Campus, 2003.

http://www.circuitodigital.com.br/tabela.php

http://www.kinomaxx.com.br/site/cases.asp

http://www.midiabsb.org.br/Artigos/mostrar/id/31

http://www.kinomaxx.com.br/site/midiatela.asp